Adorei assistir ao filme proposto pela disciplina de EPPC.
Só lembrei que já o havia assistido,muitos anos antes,quando o professor,prestes a perder seu emprego,pois as aulas de música não eram tão importantes quanto as de português e matemática,diz ao diretor que,sem a música,dança ou teatro em suas vidas,quem sabe,em alguns anos,os alunos não teriam mais nada para escrever em suas redações.
Achei essa colocação tão sensacional que nunca mais esqueci e,ao escutá-la novamente,lembrei imediatamente de que o filme não era novidade para mim.
A primeira vez que o assisti,estava cursando o Magistério,sem experiência nenhuma,indicado por uma colega de classe.
Hoje,depois de 22 anos de atuação,vê-lo novamente,foi muito diferente.Quantas vezes me vi nesse personagem,nas mais diferentes situações,naquelas também em que buscamos nas outras crianças aquilo que queremos para nossos filhos.Imagine o que significa para um professor de música ter um filho surdo!
Chorei quando lembrei de situações pelas quais também passei:medos,angústia,incertezas,felicidade.Sempre questionei muito as coisas e também já entrei várias vezes em atrito com direções de escola.
Quantas vezes já pensei da mesma forma que o personagem:”Você trabalha uma vida inteira e acha que seu trabalho é importante,que faz a diferença,e aí,se engana”.
Penso que nós,professores,muitas vezes esquecemos e/ou não temos a noção do poder que possuímos e o que podemos ser capaz de fazer com ele.E o quanto somos amados se colocarmos nossa alma naquilo que fizermos.
Uma frase no filme,dita pelo técnico do time ao professor e que me deixou muito inquieta:_Como você não consegue ensinar um aluno tão esforçado?
Ela incomoda,não é?
quinta-feira, 20 de dezembro de 2007
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