quinta-feira, 2 de abril de 2009

A QUESTÃO CRUCIAL

Ao realizar uma leitura mais detalhada das colocações de vocês,percebo que a grande maioria do nós possui uma dúvida comum e que a torna crucial:A Maria Luiza coloca a inclusão como a possibilidade de proporcionar ao deficiente uma vida social saudável e,aos demais alunos,o aprendizado de viver com a adversidade.Seria isso o mais importante?O professor deve ter essa premissa?A Luciane coloca a possibilidade e/ou necessidade de pensar mais no político e social do que no pedagógico e o que estaria envolvendo o nosso pedagógico!O fato é que durante nossa formação como educadores, a ênfase era dada justamente nesse processo pedagógico.Como percebemos que não podemos aplicá-lo da mesma forma no processo de inclusão e que não obtemos sucesso algum,passamos a pensar no processo de envolvimento social,na relação pessoal.Qual deveria ser minha abordagem pedagógica no processo inclusivo?Eu,particularmente,tenho \\\"sede\\\"por este esclarecimento!A literatura existente evidencia que os alunos com necessidades educacionais especiais quando inseridos na sala de aula regular,ficam à margem dos acontecimentos e atividades em classe.Não posso discordar totalmente desta afirmação.Porém,se esta minha dúvida fica sem um maior esclarecimento,tendo eu que agir de acordo com minhas convicções(e condições),como esta mesma literatura pode afirmar que não faço nada pelo meu aluno?

2 comentários:

Cris Lemos disse...

Oi Clara!
Você questiona a literatura e ao mesmo tempo se questiona, contrapõe argumentos apresentados pelas colegas com suas próprias convicções... Este é o caminho! Vamos retomar então: "Qual deveria ser minha abordagem pedagógica no processo inclusivo?"
Esta é uma ótima questão para ser explorada!
Um abraço, Cris Lemos - tutora SL
Ps.: Nas próximas postagens, acrescente as referências às obras que vocês estão estudando, pois isto contextualiza o leitor comum nas discussões.

Giselda Correa disse...

Clara ... Lendo tuas postagens percebi que as leituras realmente mexeram contigo, te instigaram, te fizeram questionar e confrontar tuas próprias convicções. Incluir um aluno especial na escola comum é um desafio. Sabe-se que a educação é o alicerce para o desenvolvimento de qualquer cidadão, e que incluir um aluno com necessidades educacionais especiais e garantir a possibilidade de seu crescimento, só será possível quando tivermos professores e comunidade envolvidos e realmente comprometidos com a educação. Deixar o aluno em sala regular e não atender o que realmente ele necessita, não é inclusão! A caminhada é longa, mas é preciso lutar para que se garantam a todos as mesmas oportunidades para estudar, para trabalhar, para ter lazer e praticar esportes enfim, para ter acesso a todos os bens produzidos socialmente.
Para Hilde Cristina: "A escola deve ser vista como um lugar em contínua transformação, onde o professor precisa aprender a trabalhar com a singularidade e a diversidade." Abraços, Gi