Ao ler o texto de Regina Hara, Alfabetização de adultos:ainda um desafio, a questão da avaliação chamou-me a atenção.Avaliação esta realizada pelos alunos, com auxílio do professor, na análise de seu progresso individual no processo de aquisição da leitura e escrita.
Geralmente, o que ocorre no trabalho pedagógico é a elaboração, por parte do professor, de todas as etapas do processo educacional:a elaboração dos objetivos, de um projeto, dos procedimentos para tal, dos recursos, da execução do mesmo e, sobretudo, da avaliação, de acordo com seus próprios critérios, excluindo-se desta, na grande maioria das vezes, a participação do aluno, que é algo enriquecedor, para ambas as partes.
O texto coloca que, ao final do um determinado período, os alunos avaliam suas produções comparando-as com as realizadas no início do ano,dando-se conta de seu progresso e compreendendo de que têm condições para aprender e o que falta, ou gostariam de melhorar.
No momento em que o trabalho com EJA apresenta inúmeros desafios, a auto-avaliação pode servir como a alavanca motivadora para a continuidade dos trabalhos, onde os alunos passam a ver a leitura e escrita como um instrumento, usufruindo da mesma, procurando informações e prazer, iniciando um processo de autonomia que permitirá independência.
Falar em alfabetização e na avaliação da mesma, é repensarmos sobre o tempo que cada indivíduo precisa para construir seu conhecimento e acredito que este é outro grande desafio na alfabetização, não somente de adultos, mas especialmente destes.
Ao estipularmos um tempo determinado para que ocorra a aquisição da leitura e escrita, afirmamos que todos têm um mesmo ritmo e os que necessitam mais tempo, precisam iniciar uma nova etapa como se não tivessem aprendido nada.Esta continuidade na alfabetização é algo que se discute há muito tempo, porém, a organização escolar não permite que esta continuidade ocorra, o que certamente desmotiva muitos alunos, aumentando a evasão.
Resolvi escrever sobre a auto-avaliação porque depois de ler o texto sugerido, onde esta questão já havia me chamado a atenção, tivemos, na semana passada, na escola onde trabalho, nossa reunião pedagógica justamente sobre a avaliação, mas aquela que acontece com a participação
dos alunos. Vários foram os relatos de professores, inclusive com a Educação Infantil.Esta auto-avaliação nem sempre correspondia a um conhecimento específico da sala de aula, mas a vários outros aspectos que envolvem o ambiente escolar.
Os professores contavam entusiasmados os resultados e a postura dos alunos para a realização do trabalho e na conversa que tiveram após o mesmo.
Concluindo, a auto-avaliação permite ao aluno "enxergar" seu crescimento, pois acredito que, por maior que seja a dificuldade, sempre aprendemos algo.Além disso, quando a avaliação ~se restringe a aotros aspectos, ensina ao aluno a se posicionar, a formar opinião e isso desenvolve-lhe a cidadania, pois, certamente, ele fará uso dela em outros momentos de sua vida.
2 comentários:
Olá Clara,
Que maravilha essa sua descrição e reflexão do texto trabalhado na interdisciplina de EJA. Que legal você ter compartilhado conosco (usuários da web) um resumo esclarecedor. Você aponta vários aspectos que envolvem a educação de jovens e adultos, entre ele a avaliação e autoavaliação que, conforme você mesma descreve que leu no texyo, pode ser um momento muito significativo para o estudante adulto acreditar em seu potencial, identificando seus processos de progresso.
Parabéns, gostei muito de ler sua postagem, voltarei mais vezes.
Bjos
Clara, vivemos ainda em um mundo que a avaliação é vista como parte final do processo, mas o que a Eja traz é algo que deve ser desenvolvido em todos os níveis de ensino uma avaliação com a participação dos alunos,podendo estes acompanharem suas produções, vanaços e que ainda falta melhora.Bjs.
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